Contra o retrocesso, UNE, UBES e ANPG apoiam reeleição de Dilma

Os diretores da UNE, da Ubes e da ANPG se reuniram na última terça-feira (14), na capital paulista, para debater o posicionamento das entidades no segundo turno das eleições presidenciais. Depois de um intenso debate com mais de 70 intervenções das mais de 100 lideranças presentes, os estudantes apresentaram o documento em apoio à reeleição da atual presidenta, intitulado “Os estudantes têm lado: com Dilma, contra o retrocesso”.

Vic Barros (UNE), Barbara Mello (UBES), Tamara Naiz (ANPG), Carina Vitral (UEE-SP) e Angela Meyer (UPES) entregam o documento para a presidenta Dilma. - Ichiro Guerra
Vic Barros (UNE), Barbara Mello (UBES), Tamara Naiz (ANPG), Carina Vitral (UEE-SP) e Angela Meyer (UPES) entregam o documento para a presidenta Dilma. – Ichiro Guerra
Ichiro Guerra

Vic Barros (UNE), Barbara Mello (UBES), Tamara Naiz (ANPG), Carina Vitral (UEE-SP) e Angela Meyer (UPES) entregam o documento para a presidenta Dilma.Em ato realizado nesta quarta-feira (15), onde os professores de São Paulo declararam apoio à reeleição de Dilma, as presidentas das entidades estudantis, Virgínia Barros, da UNE, Barbara Mello, da UBES, e Tamara Naiz, da ANPG, oficializaram o apoio e entregaram uma carta para a candidata com as metas do PNE. “O Brasil é o país que transforma petróleo em educação”, disse Vic ao ressaltar as conquistas que garantem 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para a educação.

O texto lembra que o último período foi marcado por muita pressão e também diálogo dos movimentos sociais com os poderes Executivo e Legislativo, o que garantiu vitórias de enorme valor para os estudantes, como a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Agora, os governos devem cumprir 20 metas, entra elas, a histórica destinação de 10% do PIB para a educação.

Para as entidades estudantis, o PNE representa o futuro da educação e o compromisso da presidenta Dilma com a juventude e a continuidade das políticas de erradicação do analfabetismo, escolas em tempo integral, valorização do professor, regulamentação do ensino privado, mais verbas para a assistência estudantil, universalização do acesso à creche e expansão de vagas no ensino técnico, superior de graduação e pós-graduação, com a predominância do caráter público.

A presidenta da UNE, Vic Barros, destacou que, independente de qual candidato seja eleito, a UNE seguirá nas ruas defendendo as pautas justas para avançar na democracia do nosso país. “Não se trata de apoiar um partido ou um candidato, mas de identificar nesse segundo turno quais programas estão em disputa e o que eles representam. No nosso Coneg aprovamos o projeto UNE pelo Brasil, uma plataforma eleitoral avançada, e no primeiro turno mais de um candidato contemplava nossas reivindicações. Mas, neste segundo turno, apenas um defende as bandeiras dos estudantes contra a maioridade penal, pelo fim dos autos de resistência, pela criminalização da homofobia, pela reforma política e a favor das metas do PNE. Por isso, é com muita tranquilidade que tomamos um lado e nos posicionamos. Dilma representa o projeto de mudanças do país. Convoco todos para fazermos uma denúncia veemente do que representa o projeto neoliberal para o país”, destacou.

Sobre a reeleição de Dilma, a presidenta da UBES, Bárbara Melo, observa o contexto político atual, comparado ao período anterior, de Fernando Henrique Cardoso. Para ela, o movimento estudantil é marcado por muitas lutas que garantiram avanços e a conjuntura atual abriu aos estudantes, entre outras conquistas, a possibilidade de ingressar no ensino superior. “Se você for a uma escola e perguntar se é possível entrar na universidade, verá a esperança viva nos rostos e sonhos de muitos secundaristas. Para essa juventude, eleger Aécio Neves é eleger a direita, é perder a nossa capacidade de sonhar, a perspectiva de futuro. Por isso, nos convencemos, em posição unificada, que a UBES, a UNE e a ANPG não vão titubear e já lançam o apoio à candidata Dilma”, disse.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, também expôs o posicionamento consensual de todo movimento estudantil. “O Brasil tem se transformado e nos últimos 12 anos promoveu a expansão da educação. Prova dessa política é que nessas eleições o número de analfabetos é inferior ao número total dos eleitores universitários. O Brasil saiu do Mapa da Fome das Nações Unidas. Por isso, nossa posição é contra o retrocesso!”, enfatizou.

Depois de anos de luta, passeatas e construção conjunta de todo o movimento educacional, da UNE, da UBES e da ANPG, o PNE foi aprovado e sancionado este ano. O Plano é constituído por 20 metas, com 253 estratégias, a serem aplicadas em 10 anos, que vão orientar ações da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios no que se refere ao setor. A principal meta garante o investimento de 10% do PIB para a educação.

“Os avanços obtidos nas políticas educacionais nos últimos anos estão em risco com o atual cenário de crise internacional. A candidatura de Aécio Neves reproduz o discurso de austeridade e ajuste fiscal para combater a crise, levada ao cabo na era FHC por Armínio Fraga e companhia. A lógica neoliberal em cenário de crise já se mostrou um grande equívoco no passado, onde os rombos econômicos sempre foram pagos com a verba destinada para a educação”, destaca outro ponto do documento aprovado pelas entidades estudantis.

Para o movimento estudantil, as vitórias alcançadas nos últimos tempos e as perspectivas de mais avanços, não admitem retrocesso. Na era de Fernando Henrique Cardoso, os 7% do PIB para o setor foram vetados no antigo PNE, e, enquanto oposição ao governo atual, os tucanos tentaram acabar com programas como o ProUni e a política afirmativa de cotas sociais e raciais, colocando-se contra a democratização do acesso à universidade.

Veja o documento de apoio das entidades a Dilma em arquivo PDF.

Da Redação do Portal Vermelho, com UNE

Fonte: Vermelho

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