Gilberto Carvalho recebe movimentos e promete agenda com Dilma

Entidades querem aumento da faixa de renda para acesso a financiamento do programa Minha Casa Minha Vida

Manifestantes fazem ato em Brasília. Jornada de Luta começou no último fim de semana. -MTST/DIVULGAÇÃO
Manifestantes fazem ato em Brasília. Jornada de Luta começou no último fim de semana. -MTST/DIVULGAÇÃO

São Paulo – O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje (8) que irá promover um encontro entre movimentos de moradia e a presidenta Dilma Rousseff. O compromisso foi feito durante reunião em Brasília com integrantes da União Nacional por Moradia Popular, da Central dos Movimentos Populares, da Confederação Nacional das Associações de Moradores, do Movimento Nacional de Luta por Moradia e do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto. A expectativa é que a agenda com Dilma se dê nos próximos 15 dias.

Do lado de fora, cerca de mil pessoas realizavam um ato na Esplanada dos Ministérios.  Desde o fim de semana, os movimentos realizam atividades de uma Jornada Nacional de Luta por Moradia. Em São Paulo, 20 prédios e terrenos – municipais, estaduais e privados – foram ocupados no final de semana. Também houve manifestações em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Aracaju, São Luiz, Porto Velho, Teresina, João Pessoa, Maceió, Goiânia, Manaus, Belém, Recife, Serra, Porto Alegre e Palmas.

Segundo Julieta Abraão, da coordenação nacional da Central de Movimentos Populares, a reunião foi rápida, mas importante. “Também tivemos reuniões com Inês Magalhães, que é secretária nacional de Habitação (do Ministério das Cidades) e representantes da Caixa. Eles ouviram nossa pauta, mas deixaram claro que dependem da presidenta. Então essa reunião será muito importante”, afirma.

Entre as reivindicações dos movimentos está a elevação do teto do Minha Casa Minha Vida, destinado a pessoas de baixa renda. Os movimentos querem elevar o atual limite de R$ 1.600 por núcleo domiciliar para o equivalente a três salários mínimos (hoje R$ 2.172). Alegam que, em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, onde a média salarial é mais alta, famílias com essa renda não conseguem acesso nem por meio do mercado, nem por meio do programa habitacional.

Os movimentos também querem o aumento dos recursos para a compra antecipada, mecanismo que permite que as entidades ligadas à questão da habitação comprem terrenos para a construção de moradia popular mediante avaliação da Caixa, mas sem o projeto aprovado. A medida é considerada importante para garantir o preço dos terrenos e impedir que eles sejam negociados para outros fins.

por Gisele Brito

Fonte: Rede Brasil Atual

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