Pacote de melhorias na saúde

Fonte: Correio Braziliense | Foto: chicovigilante.com.br
Fonte: Correio Braziliense | Foto: chicovigilante.com.br

 

GDF inaugura duas UPAs, mais uma Clínica da Família, e intensifica mutirão de cirurgias, que deve beneficiar quase 17 mil pessoas

Médico-cirurgião, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, vestiu o jaleco, na noite de ontem, e entrou no centro cirúrgico do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para fazer uma retirada de vesícula em uma paciente. Nos hospitais da Asa Norte e de Samambaia, equipes médicas também deram continuidade ao mutirão de cirurgias, que teve início no último sábado e segue até o ano que vem. A iniciativa faz parte de um pacote voltado para a melhoria da saúde na capital do país, que inclui ainda a inauguração de mais uma Clínica da Família no DF, feita ontem no Areal, e da terceira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), em São Sebastião, no último dia 31. Outra UPA passou a funcionar em julho no Recanto das Emas e a previsão é de que a quarta — a de Samambaia foi a primeira a abrir as portas — comece a atender a população até o fim deste mês (leia matéria abaixo).
Às 20h, uma equipe formada pelo governador do DF, pelos cirurgiões-gerais Baelon Pereira Alves e José Carlos Teixeira Viula, por um instrumentador, um anestesista e um auxiliar de enfermagem fez a retirada da vesícula da dona de casa Raimunda de Sousa Marques, 50 anos, no HRC. Casada e mãe de três filhos, ela estava na fila de espera havia cinco anos. Somente em 2011, conseguiu um pedido de cirurgia. Os exames chegaram a vencer e precisaram ser refeitos. A moradora de Águas Lindas (GO) foi pega de surpresa. Ficou sabendo da operação um dia antes. “O doutor perguntou se eu queria operar hoje (ontem) e perguntei: ‘Está brincando?’. Estou muito feliz e sem medo”, disse ao Correio, pouco antes de entrar na sala de cirurgia.
Para a dona de casa, a intervenção significa uma nova vida. “Vai me curar de toda dor que sinto, significa minha saúde. Tirando essas pedras, ficarei zerada”, completou. A cirurgia da dona de casa durou cerca de uma hora. “Foi um sucesso grande. Matar a saudade daqui é muito importante. Neste terceiro turno, o centro cirúrgico fica muito mais calmo, há entusiasmo dos colegas em poder operar nesse período”, afirmou o governador, que é pós-graduado em cirurgia geral e torácica e já chefiou o setor de cirurgia do Hospital do Gama.
Além de Raimunda de Sousa, a adolescente Dayane Cristine Rodrigues, 16 anos, passou pelas mãos da equipe médica do HRC ontem. A jovem sofria de hérnia umbilical. Para a mãe de Dayane, a cirurgia representa a eliminação de um problema antigo. “Minha filha estava na fila de espera há dois meses, mas desde criança procurávamos atendimento. É uma bênção a realização dessa cirurgia”, comemorou Neci Rodrigues da Silva, 42 anos.
No Hran, também foram quatro operações de varizes. Na unidade de Samambaia, as cirurgias são as mesmas realizadas no HRC. A Secretaria de Saúde ainda não tem o balanço dos procedimentos realizados até agora, mas, para o subsecretário de Atenção à Saúde, Roberto Bittencourt, o resultado é positivo. “Está acima da expectativa. Tanto na adesão dos médicos quanto no ponto de vista dos pacientes. É uma opportunidade para a população. Não tenho dúvidas de que vamos superar a meta antes do tempo previsto”, disse.
O mutirão teve início no último sábado, no Hospital de Base do DF (HBDF), com pacientes com catarata. As intervenções são realizadas em 12 unidades de saúde e acontecem de segunda a sexta-feira, no período da noite, e sábado, durante o dia. A intenção da Secretaria de Saúde do DF é atender 16.632 pacientes até junho de 2013. A fila para cirurgias vasculares deve reduzir em 70%. O investimento do mutirão é
R$ 7,4 milhões do governo federal e R$ 26,4 milhões do GDF

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