DEPUTADA ÉRIKA KOKAY: NOTA DE APOIO AOS TRABALHADORES DE TRANSPORTES DE VALORES

Imagem: Divulgação
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Como deputada federal e como cidadã, quero me solidarizar com os trabalhadores da área de transporte de valores de todo o país e, em especial, denunciar a precária situação vivida pela categoria no Distrito Federal, já que no dia  04/02, às 15h30, dois destes trabalhadores foram surpreendidos por assaltantes na Feira Permanente do Gama e ficaram gravemente feridos. O trabalhador Sérgio Marques da Silva, que levou três tiros, felizmente já está fora de perigo, mas o seu companheiro Edson Veloso de Lima, perdeu o movimento das pernas de forma irreversível. Os dois são funcionários da empresa Confederal.

A situação é delicada e tem sido observada em diversos estados, caso da Paraíba, onde também esta semana, um vigilante teve a mulher e os filhos feitos reféns de um grupo de assaltantes para que pudesse ser pressionado a conduzir o carro-forte até um banco – notícia que ganhou destaque nos jornais e telejornais nacionais. Ainda no último final de semana foi observado assalto a outro carro-forte no estado da Bahia.
Estes trabalhadores estão sendo submetidos a situações de risco constante e, ainda por cima, não têm recebido o adicional de periculosidade que lhes é garantido por lei desde dezembro do ano passado. São, conforme informações da Confederação Nacional desta categoria, 27 mil pessoas. Destas, 700 trabalham no Distrito Federal.
No último dia 8 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.740. A referida legislação altera a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) em relação à redefinição dos critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas que assegura esse adicional, cujo percentual no DF é de 30%.
Como isso não tem acontecido, a categoria realizou uma paralisação na última sexta-feira (dia 1º de fevereiro), quando recolheram os carros-fortes numa tentativa de chamar a atenção do patronato para a situação, mas a mesma não foi suficiente para sensibilizar as empresas de segurança de valores. Motivo pelo qual preparam novo movimento reivindicatório para depois do carnaval.
Chamo a atenção para o fato de serem pessoas que vivem transportando tudo o que há de valor no Brasil, o dinheiro que abastece os caixas eletrônicos que nós, cidadãos, usamos constantemente, sem falar em outros objetos e produtos que são valiosos para o país como um todo. E se tratam de pessoas que estão com suas vidas constantemente expostas, muitas vezes ao lado dos seus familiares, sem o recebimento de um direito que lhes é garantido por lei que é essa gratificação.
Para se ter ideia do quanto é crítico o quadro vivido pela categoria, dados da Confederação apontam que mais de 100 destes trabalhadores sofreram assaltos nos últimos três anos em todo o Brasil. Destes, cerca de 30 vieram a falecer no confronto com os bandidos.
É preciso pensar na situação desses brasileiros, que saem de suas casas todos os dias para ganhar o sustento de suas famílias num trabalho perigoso, delicado e que exige o máximo de respeito e a garantia dos direitos que lhes são devidos. Pessoas que usam a vida como escudo para a realização de suas atividades.
Erika Kokay
Deputada Federal (PT-DF)

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