Mulheres camponesas realizam 1° Encontro Nacional

Mulheres camponesas realizam 1° Encontro Nacional

Cerca de três mil mulheres camponesas, de 22 estados do Brasil, paticipam, desde esta segunda-feira (18) até o dia 21, do 1° Encontro Nacional de Mulheres Camponesas, no Parque da Cidade, em Brasília.

O tema do encontro, cuja abertura está prevista para as 14h, é “Na Sociedade que a Gente Quer, Basta de Violência contra a Mulher!”.

Segundo Noeli Taborda, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o objetivo deste encontro será “fortalecer o Movimento de Mulheres Camponesas desde a base à direção Nacional, dando visibilidade ao papel importante que a mulher exerce na produção de alimentos, celebrando conquistas e planejando o futuro”.

O MMC possui como missão a libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer opressão e discriminação. Isso se concretiza nas lutas, na organização, na formação e na implementação de experiências de organização popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história. O Movimento tem a preocupação com a soberania alimentar, entendida como a produção de alimentos saudáveis e diversificados para o consumo de toda população brasileira, não apenas de suas famílias.

A secretária de Mulheres da CUT Brasília, Maria da Graça Sousa, participa do evento. Segundo ela, “as mulheres necessariamente têm que se organizar porque, assim, elas juntam forças para fazer o enfrentamento e a luta do dia a dia com contra o patriarcado, contra a sociedade machista e excludente. Então, somente com a organização das mulheres, elas conquistarão sua autonomia”.

Durante os dias do encontro, as mulheres vivenciarão diferentes momentos, como plenárias para discutir temas como a produção de alimentos saudáveis, o combate a violência contra as mulheres e o feminismo. Além de estudos, discussões e vivências, as camponesas também terão atividades culturais.

Para a atividade, já estão confirmadas as presenças de Organizações de Mulheres Internacionais dos países de Cuba (Federação de Mulheres Cubanas), Honduras (Conselho para o Desenvolvimento Integral das Mulheres Camponesas), Colômbia (Federação Nacional Sindical Unitária Agropecuária), Venezuela (Frente Nacional Campesina Ezequiel Zamoura), Chile (Associação Nacional de Mulheres Rurais e Indígenas), Paraguai (Coordenadora Nacional de Organizações de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Indígenas), República Dominicana (Confederação Nacional de Mulheres do Campo), Itália (Universidade de Verona) e África (União Nacional de Camponeses de Moçambique e uma articuladora de organizações de camponeses da África do Sul – TCOE).

Secretaria de Comunicação da CUT Brasília, com informações do MMC

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