No Paraná, I Encontro de Mulheres Vigilantes debate situação de gênero na categoria

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No sábado (2) as mulheres vigilantes reuniram-se no auditório da APP-Sindicato para tratar do seu futuro na categoria. Foram discutidos os principais problemas e as estratégias para enfrentar uma crescente onda de discriminação das mulheres que atuam nesta função.

Um levantamento do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região mostra que somente no 1º semestre de 2013 mais de 400 mulheres foram demitidas dos seus postos de trabalho. “Estabelecemos as prioridades e estratégias em conjunto com a categoria. Desta forma, o sindicato poderá pautar suas ações nesta luta da forma como a base estabeleceu”, explica a presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz, que é vigilante.

“Até 2012 o Sindicato registrou um crescimento de mulheres trabalhando como vigilantes que superou a nossa expectativa. Em 2002 erámos 2.97% da força de trabalho, chegamos a 9% em 2012 mas pelos nossos cálculos hoje não chegamos a 6%”, completa a secretária da mulher do sindicato, Juliana Gonçalves de Paula.

Além das demissões, a dificuldade para recolocação no mercado e outros temas correlacionados foram tratados durante o encontro. “A mulher sofre muito assédio moral sexual. Por isso trabalhamos para mostrar o que qualifica um assédio moral, pois muitas vezes há uma ideia distorcida. Fizemos esta conscientização para a categoria sobre o que é, como se qualifica, o que fazer e como provar casos de assédio moral”, relata Juliana.

Também participaram do encontro, o presidente do Sindicato, João Soares, a presidenta licenciada da APP-Sindicato, Marlei Fernandes e a secretária da Mulher da CUT Nacional, Rosane da Silva.

Escrito por: CUT-PR

Fonte: CUT

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