UBM completa 26 anos de luta pela emancipação das mulheres

A União Brasileira de Mulheres (UBM) completa, nesta quarta-feira (6), 26 anos de luta pela emancipação feminina. Neste período a entidade participou de muitas lutas do povo brasileiro e já conquistou uma série de vitórias, uma delas foi eleger a primeira presidenta da República. Durante o congresso realizado em junho deste ano, as aguerridas militantes da UBM reafirmaram o compromisso de manter o Brasil no rumo certo e conquistar a quarta vitória popular com a reeleição de Dilma Rousseff.

Em seu 9º Congresso Nacional a UBM reafirmou seu compromisso com a luta pela emancipação da mulher
Em seu 9º Congresso Nacional a UBM reafirmou seu compromisso com a luta pela emancipação da mulher

Em seu 26º aniversário a UBM reafirma o compromisso com a luta de quem é comprometido com um Brasil soberano e justo. A entidade convida a população a ir às ruas coletar assinaturas em prol da Reforma Política e ressalta a necessidade de combater a violência contra a mulher.

Confira a carta da entidade na íntegra:

UBM 26 anos – Se muito vale o já feito, mais vale o que será!

Em 6 de agosto de 1988, mais de 1.200 aguerridas mulheres, delegadas feministas, representantes de entidades populares de todo o Brasil, lideranças emancipacionistas do Oiapoque ao Chuí, reuniam-se na cidade de Salvador, BA, e fundavam a União Brasileira de Mulheres.

Mais de um quarto de século depois, nosso saldo é extremamente positivo: conquistamos uma Constituição Cidadã; resistimos ao neoliberalismo e ajudamos a construir um novo ciclo histórico de transformações para o Brasil, que hoje tem uma mulher na presidência da República.

Desde nosso 25º aniversário, em 2013, foram muitos os feitos das ubemistas pelo país afora: a despeito de todos os entraves, realizamos um vitorioso e prestigiado congresso em Luziânia, em junho último, que nos colocou à altura dos desafios que teremos em diante: reeleger Dilma Rousseff presidenta da República e avançar nas Políticas Públicas para as Mulheres.

Para isso, mais do que nunca, faz-se necessária a mudança na orientação da política macroeconômica do governo, com redução nos juros e fortalecimento do capital produtivo.

Precisamos produzir riqueza e distribuir renda, continuar valorizando o salário mínimo, o trabalho e permanecer investindo nas políticas sociais, pois afetam diretamente — e incidem mais sobre — as mulheres, como já apontamos na Carta às Mulheres Brasileiras. Só assim diminuiremos o fosso que há entre os ricos e pobres e construiremos uma nação socialmente justa, democrática e soberana.

Precisamos continuar avançando no combate à violência contra as mulheres, cujos números brasileiros são ainda alarmantes. O Programa Mulher: Viver Sem Violência é um importante instrumento, e precisa ser implementado em todo o Brasil. A Lei Maria da Penha precisa ser uma realidade, ganhar concretude e ser pactuada pelos três Poderes, nas três esferas, Federal, Estadual e Municipal. Também precisamos avançar no que diz respeito aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, sobretudo no que tange à questão do aborto. Infelizmente, hoje sequer nos permissivos legais as brasileiras têm seu direito de escolha respeitado. Isso só será possível com um SUS forte, 100% público, laico e gratuito.

Entretanto, sabemos que quaisquer dessas alterações será muito difícil sem que façamos duas reformas estruturantes no país, umbilicalmente ligadas: a Reforma Política Democrática e a Democratização dos Meios de Comunicação de Massa. Isso porque as mudanças estruturantes passam pelo Congresso Nacional, de composição ainda bastante conservadora (masculina, branca e machista), pois nosso sistema político-eleitoral ainda sofre forte influência do poder econômico. Simultaneamente, todo debate progressista está interditado na sociedade, já que apenas seis famílias detêm o controle de todos os principais veículos de comunicação social do país, entre rádios, TVs, impressos e internet. Ou seja, só com muita mobilização social, conseguiremos realizar as reformas estruturais de que o país precisa e abrir caminho para o país de nossos sonhos.

Neste sentido, avulta a iniciativa de realizar uma Semana Nacional de Mobilização pela Reforma Política, entre 1 e 7 de Setembro de 2014, iniciativa unitária das campanhas do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e da Coalização Pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas — da qual a UBM faz parte — com o objetivo de somar esforços pela realização desta reforma central para a democracia brasileira.

No 26º aniversário da UBM, nossa melhor comemoração é intensificar a luta! Vamos às ruas, companheiras! Coletar assinaturas em prol da Reforma Política! Reeleger Dilma e seus aliados nos estados para avançar nas mudanças com mais direitos para as mulheres!

Viva a luta das mulheres brasileiras!

Viva a União Brasileira de Mulheres!

Da redação do Vermelho
Fonte: VERMELHO

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