Vigilantes de Rondônia definem plano de luta para reverter as 2.500 demissões anunciadas pelo governador do Estado

Secretaria Estadual de Educação deverá reduzir em 25% o quadro de vigilantes, que serão substituídos por monitoramento remoto de câmeras de vigilância eletrônica

Escrito por: Sintesv

Vigilantes de Rondônia definem plano de luta para reverter as 2.500 demissões anunciadas pelo governador do EstadoDezenas de vigilantes lotaram o auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Vigilância (Sintesv), na manhã desta segunda-feira (15), preocupados com o anúncio do governo Confúcio Moura, feito pela secretária de educação Izabel Luz na frente de vários deputados, secretários de Estado e sindicalistas de que a Seduc irá reduzir 25% dos vigilantes de imediato; sendo que os contratos de vigilância para todas as escolas estaduais, que vencem no final de outubro, não serão renovados. Com isso, aproximadamente dois mil e quinhentos vigilantes serão demitidos. Segundo a secretária da Seduc, a decisão é do próprio governador.

De acordo com a titular da Seduc os vigilantes serão substituídos por monitoramento remoto de câmeras de vigilância eletrônica. há informações de que essa medida seria estendida para outras secretarias do Estado, aumentando ainda mais a dramática situação da categoria. O Sintesv considera a medida desumana, ao criar mais 2.500 desempregados, e irresponsável, já que o vigilante além da segurança patrimonial, inibe a ação de marginais nas escolas e em suas proximidades.

O Sindicato ressalta que o vigilante impede a entrada de pessoas não autorizadas nos recinto, proporcionando mais segurança dentro da escola; além disso, recentemente na Escola Flora Calheiros foram instaladas aproximadamente quarenta câmeras, sendo que alguns dias depois 28 foram roubadas. “Daqui a pouco o governo vai contratar vigilantes para vigiar as câmeras”, ironizou o presidente do Sintesv, Paulo Tico.

O Sindicato, com apoio da CUT e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), pretende denunciar a medida, que considera prejudicial para a comunidade escolar, já que a presença de um segurança armado inibe a violência; bem como, para a sociedade como um todo, pois será mais um enorme contingente de desempregados. A outra frente de ação será a mobilização de todos esses vigilantes e seus familiares para realização de atos de protestos e atividades para denunciar a medida governador. Dentre as ações aprovadas na reunião de hoje, ficou definido realização de reuniões nos principais municípios, articular apoio das câmaras de vereadores em todos Estado e da Assembleia Legislativa, abaixo-assinados e campanha pública de denúncia. Até final deste mês o Sintesv estará convocando uma assembleia geral da categoria para decretação de greve por tempo indeterminado.

Fonte: http://www.cut.org.br

Leave a Response