No Paraná, mais de 400 mulheres vigilantes foram demitidas no primeiro semestre de 2013

Estatística reforça a importância da realização do I Encontro de Mulheres Vigilantes, marcado para o dia 2 de agosto

Escrito por: CUT-PR

Imagem da Internet
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No dia 2 de agosto, às 9h, o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região realizará o seu I Encontro das Mulheres Vigilantes. O objetivo é reunir a categoria para ouvir os principais problemas no seu dia-a-dia e discutir estratégias de enfrentamento contra o crescimento na discriminação das mulheres para estas funções. De acordo com um levantamento do próprio sindicato, somente no 1º semestre de 2013 mais de 400 mulheres foram demitidas dos seus postos de trabalho.

“Até 2012 o Sindicato registrou um crescimento de mulheres trabalhando como vigilantes que superou a nossa expectativa. Em 2002 erámos 2.97% da força de trabalho, chegamos a 9% em 2012 mas pelos nossos cálculos hoje não chegamos a 6%”, explica a secretária da mulher do sindicato, Juliana Gonçalves de Paula. De acordo com ela, esta situação preocupa o coletivo de mulheres e toda a direção do sindicato e motivou o encontro.

“Competência não tem sexo e por isso queremos saber das mulheres, exatamente, qual é a sensação e a análise delas desta situação para passarmos para ações práticos com o intuito de frear essa onda de retrocessos. As desculpas dadas para as demissões e troca por homens nos postos de trabalho nunca estão relacionadas a competência ou qualidade do serviço, até porque a mulher tem suas peculiaridades, com uma visão diferenciada das coisas e até mesmo mais jeito para tratar as pessoas”, avalia.

Juliana cita como exemplo o Banco Itaú. “Eles foram os primeiros a ter um homem e uma mulher como vigilantes na porta giratória, hoje nem o Itaú tem mais. Normalmente são três homens e no HSBC, por exemplo, é muito raro você encontrar uma mulher neste posto de trabalho”, afirmou.

O plano de ação para o enfrentamento deste problema só será definido com a categoria. Mas a secretária já avalia que existem alternativas que já podem ser amadurecidas. “Podemos avaliar parcerias com outras categorias, como é o caso dos bancários para fazer pressão e até mesmo nos clientes, pois a prerrogativa de escolha na contratação é deles. Mas toda decisão só ocorrerá após o encontro com a avaliação de toda a categoria”, completa.

Temas correlacionados – Embora as demissões das mulheres vigilantes e as suas dificuldades para recolocação no mercado estejam no centro dos debates, o encontro também tratará de temas correlacionados.

“A mulher sofre muito assédio moral e muito assédio sexual. O que desejamos também é mostrar para elas o que qualifica um assédio moral, pois muitas vezes há uma ideia distorcida. Pretendemos fazer esta conscientização e esclarecer para a categoria sobre o que é, como se qualifica, o que fazer e como provar casos de assédio moral”, relata Juliana.

A contratação de mulheres para os chamados grandes eventos, onde há concentração de mais de três mil pessoas, também estará na pauta. “O que ocorre hoje é que a mulher só é contratada para estas atividades quando não há outra opção, como no caso da revista da bolsa de outras mulheres cuja contratação de vigilantes do sexo feminino é obrigatória. Precisamos e vamos virar esse jogo com o apoio da categoria e este encontro é o primeiro passo”, finalizou.

“Até 2012 o Sindicato registrou um crescimento de mulheres trabalhando como vigilantes que superou a nossa expectativa. Em 2002 erámos 2.97% da força de trabalho, chegamos a 9% em 2012 mas pelos nossos cálculos hoje não chegamos a 6%”, explica a secretária da mulher do sindicato, Juliana Gonçalves de Paula. De acordo com ela, esta situação preocupa o coletivo de mulheres e toda a direção do sindicato e motivou o encontro.

“Competência não tem sexo e por isso queremos saber das mulheres, exatamente, qual é a sensação e a análise delas desta situação para passarmos para ações práticos com o intuito de frear essa onda de retrocessos. As desculpas dadas para as demissões e troca por homens nos postos de trabalho nunca estão relacionadas a competência ou qualidade do serviço, até porque a mulher tem suas peculiaridades, com uma visão diferenciada das coisas e até mesmo mais jeito para tratar as pessoas”, avalia.

Juliana cita como exemplo o Banco Itaú. “Eles foram os primeiros a ter um homem e uma mulher como vigilantes na porta giratória, hoje nem o Itaú tem mais. Normalmente são três homens e no HSBC, por exemplo, é muito raro você encontrar uma mulher neste posto de trabalho”, afirmou.

O plano de ação para o enfrentamento deste problema só será definido com a categoria. Mas a secretária já avalia que existem alternativas que já podem ser amadurecidas. “Podemos avaliar parcerias com outras categorias, como é o caso dos bancários para fazer pressão e até mesmo nos clientes, pois a prerrogativa de escolha na contratação é deles. Mas toda decisão só ocorrerá após o encontro com a avaliação de toda a categoria”, completa.

Temas correlacionados – Embora as demissões das mulheres vigilantes e as suas dificuldades para recolocação no mercado estejam no centro dos debates, o encontro também tratará de temas correlacionados.

“A mulher sofre muito assédio moral e muito assédio sexual. O que desejamos também é mostrar para elas o que qualifica um assédio moral, pois muitas vezes há uma ideia distorcida. Pretendemos fazer esta conscientização e esclarecer para a categoria sobre o que é, como se qualifica, o que fazer e como provar casos de assédio moral”, relata Juliana.

A contratação de mulheres para os chamados grandes eventos, onde há concentração de mais de três mil pessoas, também estará na pauta. “O que ocorre hoje é que a mulher só é contratada para estas atividades quando não há outra opção, como no caso da revista da bolsa de outras mulheres cuja contratação de vigilantes do sexo feminino é obrigatória. Precisamos e vamos virar esse jogo com o apoio da categoria e este encontro é o primeiro passo”, finalizou.

Serviço:  I Encontro de Mulheres Vigilantes

Data: 02/08/2014

Horário: 9h

Local: App-Sindicato – Av. Iguaçu, nº 880, Bairro Rebouças. Curitiba – PR

Fonte: CUT

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