Polícia Federal multa empresas de segurança em R$ 1,497 milhão

Punições foram aplicadas na 103ª reunião da CCASP, em Brasília. - Crédito: Guina Ferraz - Contraf-CUT
Punições foram aplicadas na 103ª reunião da CCASP, em Brasília. – Crédito: Guina Ferraz – Contraf-CUT

Empresas de segurança privada, transporte de valores, cursos de formação e orgânicas foram multadas em R$ 1.497.970,81 pela Polícia Federal por descumprirem normas de segurança, durante a 103ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) realizada nesta quarta-feira (18), em Brasília. As punições são referentes a 729 processos que englobam coletes vencidos, armamento com defeito, vigilantes desarmados, entre outros.

Os 697 processos contra as instituições financeiras resultaram em aplicação de multas que somam R$ 7,4 milhões por descumprimento do plano de segurança, número reduzido de vigilantes, falta de almocista e equipamentos inoperantes, entre outras irregularidades.

Os processos pautados e julgados nesta reunião foram abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp) da PF por descumprimento da lei federal 7.102/1983 e das portarias da Polícia Federal. Em alguns casos, o processo é o resultado de denúncias dos trabalhadores e da fiscalização dos sindicatos.

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região, Cláudio José, representou a entidade na Comissão, ao lado do companheiro Lúcio Paz, representante da Contraf-CUT. “As multas aplicadas aos bancos retratam a realidade do que acontece no dia a dia, em que alguns bancos se esquecem que dentro das agências bancárias trabalham seres humanos que merecem respeito”, salientou.

“Quanto às empresas de segurança que foram multadas, elas devem cumprir a legislação em vigor e não desrespeitá-la. Enquanto a CNTV estiver presente na CCASP, vamos combater essas irregularidades”, afirma o secretário-geral.

Estiveram presentes na reunião o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis (RJ), Adriano Linhares, e o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri (SP), Amaro Pereira, além do secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, e de integrantes do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, dentre outros dirigentes sindicais.

Fonte: CNTV / Contrafcut

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